Ministro André Mendonça toma posse como vice-presidente da Corte Eleitoral em cerimônia realizada nesta terça-feira, em Brasília
O ministro Kassio Nunes Marques assumiu oficialmente nesta terça-feira (12) a presidência do Tribunal Superior Eleitoral, passando a comandar a mais alta Corte da Justiça Eleitoral brasileira em um dos períodos mais estratégicos para a democracia do país: a preparação e condução das eleições gerais de 2026. Na mesma cerimônia, o ministro André Mendonça tomou posse como vice-presidente do tribunal.
A solenidade ocorreu na sede do TSE, em Brasília, reunindo autoridades dos Três Poderes, ministros do Supremo Tribunal Federal, parlamentares, representantes do Ministério Público, juristas e convidados. A mudança no comando da Corte acontece após o encerramento do mandato da ministra Cármen Lúcia, que esteve à frente da Justiça Eleitoral nos últimos dois anos.
A escolha de Nunes Marques para a presidência seguiu o critério tradicional de antiguidade entre os ministros do Supremo Tribunal Federal que integram o TSE. O magistrado já vinha atuando como vice-presidente da Corte Eleitoral e agora assume a responsabilidade de coordenar os trabalhos que envolvem a organização, fiscalização e segurança do processo eleitoral brasileiro.
A nova gestão chega em meio a importantes desafios institucionais, incluindo o combate à desinformação, o avanço do uso da inteligência artificial em campanhas políticas, a fiscalização da propaganda eleitoral e o fortalecimento da confiança pública no sistema eletrônico de votação. A expectativa é de que a Corte intensifique medidas voltadas à transparência e à integridade do processo democrático nos próximos meses.

Indicado ao STF em 2020 pelo então presidente Jair Bolsonaro, Kassio Nunes Marques é natural do Piauí, formado em Direito pela Universidade Federal do Piauí e possui trajetória na advocacia, na Justiça Eleitoral e no Tribunal Regional Federal da 1ª Região antes de chegar ao Supremo. Já André Mendonça, que assume a vice-presidência do TSE, também integra o STF desde 2021 e possui histórico ligado à Advocacia-Geral da União e ao Ministério da Justiça.

A nova composição do comando do TSE permanecerá à frente da Corte durante todo o processo das eleições presidenciais de 2026, consideradas fundamentais para o cenário político e institucional do país.






