Quatro anos de transformação: Hospital Materno-Infantil de Ilhéus consolida liderança em saúde no Sul da Bahia

Unidade revolucionou o atendimento neonatal, tornou-se referência regional e hoje é símbolo de cuidado, inclusão e inovação

Quatro anos após sua inauguração, o Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio (HMIJS), em Ilhéus, celebra uma trajetória marcada por avanços decisivos na saúde pública do Sul da Bahia. Até 2021, a cidade — uma das mais emblemáticas do país — enfrentava um cenário crítico: não havia sequer um leito de UTI Neonatal disponível. Bebês em estado grave precisavam ser transferidos para outras cidades do interior ou para Salvador, elevando riscos e ampliando a distância entre mães e seus filhos.

Esse quadro mudou profundamente com a chegada do HMIJS, inaugurado pelo Governo da Bahia, por meio da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), em 6 de dezembro de 2021. Administrado pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS), o hospital trouxe uma nova realidade não só para Ilhéus, mas também para mais de 20 municípios do entorno, incluindo a região de Valença.

Hoje, a unidade se consolida como a única maternidade 100% SUS da região e como uma referência em atendimento humanizado para gestantes, bebês e famílias. Desde que abriu as portas, mais de 12 mil crianças nasceram no hospital, que soma ainda 28 mil internações, 78 mil atendimentos, 247 mil exames, seis mil cirurgias e mais de 39 mil testes essenciais (olhinho, orelhinha, linguinha e coraçãozinho). Números que reforçam seu impacto e importância.

Cuidado que acolhe e transforma

A humanização é um dos pilares do HMIJS. Recém-nascidos recebem vacinação beira-leito — quase 23 mil doses aplicadas — e cerca de 900 bebês passaram pela Unidade Canguru, que oferece cuidados especiais para prematuros e crianças de baixo peso, fortalecendo o vínculo entre família e equipe de saúde.

A unidade também é a única na Bahia habilitada para atendimento a povos indígenas, acolhendo o nascimento de mais de 450 bebês das etnias Tupinambá, Pataxó e Pataxó Hã-Hã-Hãe, além de promover mais de 5.700 atendimentos a crianças e mulheres das aldeias da região.

Inclusão, ciência e ensino

A secretária estadual da Saúde, Roberta Santana, destaca que o hospital se tornou “um espaço de acolhimento, ciência e inclusão”, além de polo de ensino e pesquisa que fortalece o SUS no interior. Para a gestora, cada vida cuidada no HMIJS reafirma a missão de colocar a saúde e o bem-estar no centro de todas as decisões.

O diretor-geral da FESF-SUS, Bruno Guimarães, reforça que a unidade se tornou um campo de prática essencial para a formação de novos profissionais. Mais de 1.300 estudantes de Medicina, Enfermagem, Serviço Social, Biomedicina e áreas técnicas já passaram pelo hospital, que possui perfil de Hospital-Escola.

A diretora-geral da unidade, Domilene Borges, ressalta a missão central do HMIJS: cuidar de mães, bebês e famílias. “Somos uma unidade jovem, mas já fundamental para a saúde pública regional. Um hospital que cresce com força, compromisso e humanidade.”

🏥 Estrutura que salva vidas

O Hospital Materno-Infantil de Ilhéus conta com 105 leitos, incluindo 10 de UTI Neonatal, 25 de cuidados semi-intensivos e cinco leitos no Centro de Parto Normal Intra-hospitalar. A unidade funciona 24 horas por dia, atende partos e gestações de alto risco, e oferece cuidados intensivos e intermediários neonatais e infantis, recebendo tanto casos espontâneos quanto demandas referenciadas da rede municipal.

Quatro anos após transformar a realidade da região, o HMIJS se destaca como exemplo de gestão pública eficiente, cuidado humanizado e compromisso com a vida. Uma história que continua sendo escrita, dia após dia, com dedicação e esperança.