Licença-paternidade pode mudar no Brasil: projeto amplia benefício para até 20 dias e redefine regras para pais

Proposta aprovada no Senado prevê ampliação gradual da licença a partir de 2027; medida ainda aguarda sanção presidencial

O Brasil está prestes a passar por uma mudança significativa nas regras da licença-paternidade. Um projeto aprovado pelo Senado Federal prevê a ampliação do benefício, que atualmente é de apenas cinco dias, para até 20 dias, de forma progressiva nos próximos anos.

A proposta, considerada um avanço nas políticas de apoio à família e à primeira infância, ainda depende de sanção presidencial para entrar em vigor.

📅 Ampliação será gradual

De acordo com o texto aprovado, a licença-paternidade não será ampliada de forma imediata. A mudança ocorrerá de maneira escalonada:

10 dias a partir de 2027

15 dias em 2028

20 dias em 2029

Atualmente, a legislação brasileira garante apenas cinco dias de afastamento remunerado para pais trabalhadores. Em empresas participantes do programa Empresa Cidadã, esse período pode chegar a 20 dias, mas essa não é uma realidade para a maioria dos brasileiros.

👨‍👩‍👧 Quem terá direito

O projeto amplia o alcance do benefício, garantindo o direito não apenas aos pais biológicos, mas também a:

Pais adotivos

Pais solteiros

Responsáveis legais com guarda da criança

Casais homoafetivos

A proposta busca reconhecer diferentes configurações familiares e fortalecer o vínculo entre pais e filhos nos primeiros dias de vida

⚖️ Direitos e garantias

O texto também estabelece regras importantes para assegurar proteção ao trabalhador:

Remuneração integral durante o período de licença

Possibilidade de divisão do afastamento em dois períodos

Estabilidade no emprego após o retorno

Ampliação do tempo em casos específicos, como nascimento de filhos com deficiência

Além disso, em situações excepcionais, como o falecimento da mãe, o pai poderá ter direito a uma licença equivalente à maternidade, de até 120 dias.

💰 Impacto para empresas

O pagamento da licença continuará sendo feito ao trabalhador de forma integral, com compensação por meio da Previdência Social. A medida busca reduzir impactos financeiros diretos para empregadores, facilitando a adesão à nova regra.