Frei Gilson é denunciado ao Ministério Público por supostas falas contra gays e mulheres

Representação protocolada no MPSP aponta discursos considerados discriminatórios; caso está em análise pelas autoridades

O religioso católico Frei Gilson foi denunciado ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) por supostas falas consideradas preconceituosas contra pessoas LGBTQIA+ e mulheres. A representação foi apresentada pelo jornalista e escritor Brendo Silva, ex-noviço da Igreja Católica, que acusa o frei de promover discursos discriminatórios em vídeos, pregações e conteúdos publicados nas redes sociais.

Segundo informações divulgadas pela imprensa nacional, a denúncia reúne declarações feitas pelo religioso em diferentes ocasiões, incluindo sermões e entrevistas. Entre os pontos questionados estão falas em que Frei Gilson utiliza o termo “homossexualismo” e associa práticas homossexuais a expressões como “desordem” e “contrárias à lei natural”.

A representação também cita declarações relacionadas ao papel da mulher na sociedade e dentro da família. Críticos afirmam que algumas falas do religioso reforçam uma visão de submissão feminina, o que provocou forte repercussão nas redes sociais e gerou debates entre apoiadores e opositores do frei.

O caso está sob análise do Ministério Público de São Paulo, que deverá avaliar se existem elementos suficientes para abertura de investigação formal. Até o momento, não há decisão judicial nem confirmação de instauração de procedimento criminal contra o religioso.

Conhecido nacionalmente pelas transmissões de oração, missas e momentos de evangelização pela internet, Frei Gilson possui milhões de seguidores nas plataformas digitais e é uma das figuras religiosas mais populares do país atualmente. Suas lives e conteúdos católicos frequentemente alcançam grande audiência no YouTube e em outras redes sociais.

A denúncia reacende discussões sobre liberdade religiosa, discurso de fé e limites legais relacionados a declarações públicas envolvendo orientação sexual e igualdade de gênero no Brasil.