Extensão do prazo busca alcançar mais famílias endividadas sem impacto adicional aos cofres públicos; governo estima que programa ultrapasse a marca de 10 milhões de beneficiários
O governo federal anunciou a prorrogação do prazo de adesão ao programa Desenrola Brasil até o dia 31 de agosto de 2026. Inicialmente previsto para encerrar em 3 de agosto, o programa terá pouco menos de um mês adicional para que consumidores possam renegociar dívidas em condições facilitadas.
O anúncio foi feito pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que afirmou que a extensão do prazo não exigirá novos aportes de recursos do Tesouro Nacional nem alterações nas regras atualmente em vigor. Segundo o ministro, a decisão foi tomada após pedidos apresentados por instituições financeiras, que identificaram um aumento na procura de clientes interessados em regularizar sua situação financeira.
Criado para reduzir os índices de inadimplência no país e ampliar o acesso ao crédito, o Desenrola Brasil já beneficiou mais de 9 milhões de famílias. Com a prorrogação, a expectativa do governo é ultrapassar a marca de 10 milhões de brasileiros atendidos, consolidando o programa como uma das principais iniciativas de renegociação de dívidas do país.
As condições permanecem inalteradas. Os consumidores continuam podendo obter descontos expressivos sobre o valor das dívidas, que em alguns casos chegam a 90%, além da possibilidade de parcelamento em até 48 meses, com taxas de juros limitadas a 1,99% ao mês, conforme a modalidade do débito e as regras estabelecidas pelas instituições participantes.
Podem ser renegociadas dívidas bancárias, como cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal contratadas até 31 de janeiro de 2026, desde que estejam em atraso entre 91 dias e dois anos. Os acordos são realizados diretamente pelos canais oficiais dos bancos e demais instituições financeiras habilitadas.
De acordo com o Ministério da Fazenda, a ampliação do prazo tem como objetivo oferecer uma nova oportunidade para consumidores que ainda não conseguiram concluir a negociação de seus débitos, contribuindo para a recuperação da capacidade de crédito das famílias e estimulando a retomada da atividade econômica.
Especialistas avaliam que a regularização das dívidas também pode facilitar o acesso dos consumidores a novas linhas de financiamento e fortalecer o consumo, ao mesmo tempo em que reduz os níveis de inadimplência no sistema financeiro.
Com a prorrogação até o fim de agosto, o governo espera ampliar o alcance social do programa e permitir que um número ainda maior de brasileiros reorganize sua vida financeira por meio de condições diferenciadas de negociação.






