Crime triplamente qualificado chocou a região e teve desfecho nesta terça-feira (07), com a condenação do ex-marido que jogou o corpo da vítima da Ponte do Funil após assassinato.
O Tribunal do Júri de Valença condenou, nesta terça-feira (07), Carlos Mendes Júnior a 29 anos e 8 meses de prisão pelo assassinato triplamente qualificado da ex-esposa Helmarta Sousa Santos Luz, de 38 anos. O caso, que ocorreu em setembro de 2024, gerou grande comoção em Valença e em toda a região por conta da brutalidade e da frieza com que o crime foi cometido.
Relembre o caso
O crime aconteceu no dia 24 de setembro de 2024, quando Helmarta Luz desapareceu misteriosamente. Ela foi vista pela última vez no condomínio onde morava, localizado no bairro Tamarineiro, em Valença. Poucos dias depois, as investigações apontaram o ex-marido, Carlos Mendes Júnior, como principal suspeito.
Durante o interrogatório, o acusado inicialmente negou qualquer envolvimento no crime. No entanto, segundo o delegado José Raimundo Neri, as contradições em seu depoimento e as evidências coletadas pela polícia começaram a desmascarar a farsa. Carlos alegou ter perdido o celular e apresentou arranhões visíveis pelo corpo, o que levantou ainda mais suspeitas.
Imagens de câmeras de segurança obtidas pela Polícia Civil mostraram que ele mentiu sobre os locais por onde havia passado, fortalecendo as provas contra ele.
Confissão e detalhes chocantes
Confrontado com as provas, Carlos Mendes Júnior confessou o assassinato da ex-mulher. Ele relatou que, após cometer o crime, colocou o corpo de Helmarta no porta-malas do carro e, em seguida, o jogou da Ponte do Funil, que liga a Ilha de Itaparica ao continente, na Região Metropolitana de Salvador.
A crueldade do ato e a tentativa de ocultar o corpo causaram revolta e profunda tristeza entre familiares, amigos e moradores de Valença.
Julgamento e condenação
O julgamento realizado nesta terça-feira (07) reconheceu o crime como triplamente qualificado — por motivo torpe, uso de meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima — resultando na sentença de 29 anos e 8 meses de reclusão em regime fechado.
A decisão foi recebida com alívio e emoção pela família de Helmarta, que aguardava por justiça há mais de um ano.
Legado de dor e reflexão
O caso de Helmarta Luz volta a acender o alerta sobre a violência contra a mulher e a urgência de políticas públicas mais eficazes de proteção e acolhimento. A memória da vítima, descrita por amigos como uma mulher alegre, trabalhadora e querida, permanece viva como símbolo da luta por justiça e respeito à vida.





