Xanddy Harmonia fala sobre possível transição em bloco infantil e defende continuidade de projetos para crianças no Carnaval

Cantor comenta encerramento de ciclo do Algodão Doce, destaca relevância do Pipoca Doce e aponta necessidade de renovação na folia voltada ao público infantil

Antes de subir ao trio elétrico neste domingo (15), no Carnaval de Salvador, o cantor Xanddy Harmonia falou sobre o momento de transição vivido por tradicionais blocos infantis da capital baiana. O artista abordou o encerramento do ciclo do Algodão Doce e destacou a necessidade de renovação para garantir a permanência de espaços dedicados às crianças na maior festa popular do estado.

Segundo o cantor, o fim de uma etapa foi marcado por forte emoção. Ele ressaltou, no entanto, que mudanças fazem parte do processo natural do Carnaval e que é preciso pensar na continuidade dos projetos. “Foi um chororô grande. A gente não sabe o que vai acontecer ainda, mas essa passada de bastão tem que existir”, afirmou, ao defender a importância da sucessão para manter viva a tradição.

Xanddy pontuou que iniciativas como o Pipoca Doce e o próprio Algodão Doce desempenham papel fundamental na formação de novos foliões. Para ele, o Carnaval deve preservar ambientes seguros e acolhedores para o público infantil. “As crianças de Salvador e da Bahia precisam continuar tendo um lugarzinho para brincar”, destacou, lembrando também de outros espaços já consolidados na programação.

O cantor também comentou sobre a decisão de Carla Perez de interromper o projeto que comandou por décadas. Ele revelou que o assunto tem sido tratado com sensibilidade no ambiente familiar e reforçou a relevância histórica do bloco para a cidade. “Na minha opinião, não só como marido, a importância do Pipoca Doce é gigante. Para mim, não tem como parar”, declarou.

Entre as possibilidades ventiladas está a eventual continuidade do projeto sob nova liderança, com o nome de Lore Improta citado como uma das alternativas. Até o momento, no entanto, não há definição oficial sobre o futuro do bloco.

As declarações acontecem em um período de transformações no Carnaval de Salvador, marcado por ajustes logísticos e mudanças de protagonismo entre artistas e organizadores. O debate sobre a sucessão em blocos infantis evidencia a preocupação em preservar uma tradição que integra gerações e reforça o caráter familiar da festa.

Enquanto o futuro do Pipoca Doce permanece em aberto, o consenso entre envolvidos no setor é de que a presença das crianças na folia segue sendo elemento essencial para a identidade cultural do Carnaval baiano.