VLT começa a sair do papel e governo aposta em nova era para o transporte público de Salvador

Novo sistema promete encurtar distâncias, reduzir impactos ambientais e transformar a forma de se locomover na capital baiana

O início da fase de testes do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Salvador foi apresentado pelo governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, como um marco decisivo para a transformação do transporte público da capital. Em artigo publicado nesta sexta-feira (19) no jornal A Tarde, o chefe do Executivo estadual avalia que o novo sistema inaugura um momento histórico para a mobilidade urbana e para a melhoria da qualidade de vida da população soteropolitana.

No texto, Jerônimo enfatiza que a viabilização do VLT é resultado direto da articulação entre o Governo da Bahia e o Governo Federal, dentro do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo ele, a retomada dessa parceria institucional foi fundamental para destravar projetos estruturantes que estavam paralisados e direcionar investimentos a quem mais depende do transporte coletivo no dia a dia.

De acordo com o governador, o VLT terá uma extensão total de 40 quilômetros, com 42 estações distribuídas por áreas estratégicas da cidade, conectando regiões como Comércio, Calçada, Subúrbio Ferroviário, Águas Claras, Cajazeiras e Piatã, além da integração direta com o sistema metroviário. A proposta é reduzir o tempo dos deslocamentos, oferecendo um transporte mais ágil, confortável e acessível à população.

Outro ponto destacado no artigo é o compromisso ambiental do projeto. Por operar com energia elétrica, o VLT contribuirá para a diminuição da poluição sonora e da emissão de gases poluentes, além de incentivar a redução do uso de veículos individuais, colaborando para um trânsito mais fluido e sustentável em Salvador.

O governador também chama atenção para os impactos urbanísticos associados à implantação do novo modal. As obras envolvem ações de macrodrenagem, contenção de encostas, requalificação de áreas históricas e a criação de um vagão exclusivo para marisqueiras, iniciativa que reconhece e respeita a dinâmica de trabalho dessas profissionais, especialmente nas regiões do Subúrbio.

Ao concluir o artigo, Jerônimo Rodrigues afirma que o VLT vai além de uma intervenção na infraestrutura de transporte. Para ele, o projeto simboliza um compromisso com uma cidade mais integrada, inclusiva e socialmente justa, onde o transporte público é tratado como um direito essencial e um instrumento de desenvolvimento humano e urbano.