Tricolor sai na frente, sofre empate, perde chances claras e volta para Salvador lamentando oportunidade de ouro na luta pela vaga direta na Libertadores.
O Bahia entrou em campo no Alfredo Jaconi, nesta quinta-feira (28), sabendo exatamente o que precisava fazer: vencer o Juventude e, enfim, quebrar o jejum fora de casa para entrar de vez na briga pelo G-5 do Brasileirão. Mas, apesar de um início promissor, o Tricolor voltou para Salvador com um gosto amargo na boca. O empate em 1 a 1 não só interrompeu a arrancada desejada como também representou uma chance desperdiçada de ouro na busca pela vaga direta na fase de grupos da Copa Libertadores.
A partida começou com intensidade, e o Bahia tratou de impor seu ritmo. A recompensa veio com um belo gol de Ademir, que aproveitou o espaço na intermediária e acertou um chute firme, abrindo o placar. O torcedor que via o jogo pela TV se animou — parecia o início de uma noite de afirmação.
Mas a alegria durou pouco. Em uma das primeiras chegadas perigosas do Juventude, Gabriel Taliari apareceu bem e deixou tudo igual. O gol devolveu a esperança dos gaúchos, que ainda lutam desesperadamente contra o rebaixamento.
No segundo tempo, o Bahia voltou melhor, mais agressivo e com maior posse de bola. O time comandado por Rogério Ceni empurrou o adversário para o próprio campo, criou oportunidades e parecia mais perto do segundo gol. O Juventude até balançou as redes novamente, mas o lance foi anulado após revisão do VAR.
Se o ataque não encaixou como esperado, a defesa tricolor contou com um protagonista: o goleiro Ronaldo. Seguro e decisivo, ele fez defesas importantes e evitou o que seria uma derrota ainda mais frustrante para o time baiano.
O empate levou o Bahia aos 57 pontos, estacionado na sétima posição, ainda fora do tão desejado G-5. A vaga direta na Libertadores continua possível, mas o resultado em Caxias do Sul coloca pressão extra para as duas últimas rodadas. O que era uma grande oportunidade virou um alerta: qualquer vacilo pode custar caro.
Agora, resta ao Bahia virar a chave rapidamente, se reorganizar e buscar os pontos necessários nas partidas finais. O sonho da vaga direta segue vivo — mas a missão ficou mais complicada





