Comissão busca investigar a atuação de facções, milícias e falhas nas políticas de segurança; Bahia é destaque entre os estados com maiores índices de violência no país.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), é um dos chefes de Executivo estadual convidados a prestar depoimento na CPI do Crime Organizado, instalada no Senado Federal nesta segunda-feira (4). O colegiado tem como objetivo aprofundar as investigações sobre a expansão de facções criminosas, milícias e redes de lavagem de dinheiro em todo o país.
A CPI é presidida pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES) e tem como relator o senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Além de Jerônimo, outros dez governadores devem ser chamados para discutir a situação da segurança pública em seus estados e as ações que vêm sendo adotadas para conter o avanço do crime organizado.
De acordo com o requerimento aprovado, o convite tem caráter institucional — não é uma convocação com força coercitiva, e sim um chamado para que os governadores contribuam com informações e análises sobre as políticas locais de segurança.
📉 Bahia em foco na crise da segurança
A Bahia aparece entre os estados com maiores índices de violência do Brasil, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que apontam municípios baianos em posições críticas no ranking nacional de homicídios. O cenário colocou o estado sob os holofotes da CPI, que pretende entender como o governo estadual está enfrentando a atuação de facções criminosas, principalmente nas regiões metropolitanas e no interior.
O governador Jerônimo Rodrigues deverá ser questionado sobre as medidas de prevenção e combate adotadas, a integração com as forças federais e estaduais e as estratégias de inteligência utilizadas para enfraquecer o poder das organizações criminosas.
Entre os pontos de atenção da CPI estão a cooperação entre estados e União, o funcionamento do sistema prisional, as rotas de tráfico de drogas e armas, e a influência das facções nas comunidades urbanas e rurais.
CPI busca respostas e integração nacional
Segundo o relator Alessandro Vieira, a oitiva dos governadores tem o propósito de identificar falhas estruturais nas políticas de segurança pública e propor um pacto nacional contra o crime organizado.
“Precisamos entender por que as facções continuam crescendo e como os estados estão reagindo. A troca de informações entre governos é essencial para conter esse avanço”, afirmou Vieira.
Ainda não há data definida para o depoimento de Jerônimo Rodrigues. A CPI, que começou os trabalhos nesta semana, tem prazo de funcionamento e pretende ouvir também ministros, autoridades policiais e especialistas em segurança pública.
A presença do governador baiano deverá ocorrer em uma das próximas sessões, dentro da etapa de coleta de informações regionais — um dos eixos centrais da investigação conduzida pelo Senado.





