Em diferentes bairros da cidade, vítimas foram assassinadas em circunstâncias diversas; polícia investiga e alerta que, apesar da violência, índices vêm caindo em 2025.
Feira de Santana, a segunda maior cidade da Bahia, viveu um fim de semana marcado pela violência. Em menos de 24 horas, entre a manhã de sábado (13) e a madrugada de domingo (14), quatro pessoas foram mortas em diferentes pontos do município. As ocorrências acenderam o alerta da segurança pública e causaram medo entre os moradores.
A primeira vítima identificada foi Talita Lobo Santana, de 35 anos, encontrada morta no Conjunto Feira 10. De acordo com a Polícia Civil, ela foi estrangulada e teve pertences levados pelo suspeito, que, segundo testemunhas, teria tentado vender os objetos na chamada “feira do rolo”. O crime é investigado como latrocínio — roubo seguido de morte.
Poucas horas depois, a tragédia se repetiu. Tiago de Oliveira Santos, de apenas 17 anos, foi assassinado no bairro Pedra Ferrada. O adolescente havia saído de casa para participar de uma festa e não retornou. Seu corpo foi encontrado com marcas de violência, mas até agora não há informações sobre autoria ou motivação do homicídio.
Na madrugada de domingo, outro corpo foi localizado às margens da Avenida Eduardo Fróes da Mota (Anel de Contorno), próximo ao bairro Calumbi. A vítima, um homem ainda não identificado, apresentava ferimentos de disparos de arma de fogo. O crime aconteceu por volta das 3h e reforçou a sensação de insegurança na cidade.
O quarto homicídio ocorreu já nas primeiras horas da manhã de domingo. Lucas Pereira Silva, 20 anos, foi morto dentro de casa, no Conjunto José Ronaldo, bairro Campo Limpo. Testemunhas relataram que homens armados retiraram parte do telhado da residência para invadir o imóvel e executar o jovem.
Contexto da violência
Apesar da gravidade dos crimes, o delegado Gustavo Coutinho, responsável pela Delegacia de Homicídios de Feira de Santana, afirmou que os números de 2025 indicam redução no índice de mortes violentas em comparação a anos anteriores. Até 14 de setembro, o município registrava 11 mortes violentas — nove homicídios, um feminicídio e um latrocínio.
Nos últimos anos, a cidade enfrentou médias preocupantes de criminalidade, chegando a cerca de um homicídio por dia. O delegado reconhece que o desafio continua, mas aponta que a tendência atual é de queda.
Clima de medo
Nas ruas, entretanto, a sensação é de insegurança. Comerciantes relatam medo de abrir os estabelecimentos à noite e famílias evitam circular em áreas consideradas de risco. Para muitos moradores, o cenário do fim de semana reforça a necessidade de maior presença policial e ações sociais que atinjam especialmente a juventude.
Enquanto as investigações seguem para identificar os autores dos crimes e esclarecer as motivações, Feira de Santana segue convivendo com o paradoxo de estatísticas que apontam queda, mas uma realidade ainda marcada por episódios violentos e impactantes.





