Abalo na costa da Rússia causa evacuações em vários países; Japão, Havaí e Califórnia registram ondas de até 4 metros
Um forte terremoto de magnitude 8,8 atingiu a costa da península de Kamchatka, no extremo oriente da Rússia, na noite desta segunda-feira (29), provocando um alerta de tsunami em toda a região do Pacífico. O tremor gerou ondas superiores a 4 metros em áreas costeiras russas e motivou evacuações em países como Japão, Estados Unidos (Havaí e Califórnia), Austrália, México, Peru, Chile e Filipinas.
O epicentro do terremoto foi localizado a cerca de 125 km da cidade de Petropavlovsk-Kamchatsky, a uma profundidade de 20 km. A cidade portuária de Severo-Kurilsk foi uma das mais atingidas, registrando inundações, cortes de energia e danos estruturais. Autoridades russas confirmaram feridos leves e desabrigados, mas não há, até o momento, registro oficial de vítimas fatais.
No Japão, mais de 2 milhões de pessoas foram orientadas a evacuar áreas costeiras, principalmente nas regiões de Hokkaido e Fukushima, onde ondas de até 3 metros atingiram portos e estradas. No Havaí, a população se deslocou para áreas elevadas e, apesar do susto, os danos foram mínimos. Já na Califórnia, ondas de até 0,5 metros foram registradas em cidades como San Francisco e Monterey.
O tremor também disparou alertas em outras nações banhadas pelo Oceano Pacífico. O Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico chegou a emitir avisos para Nova Zelândia, Tonga, Taiwan, Guam, Canadá, América Central e vários países da América do Sul, embora a maioria dos alertas já tenha sido rebaixada nas últimas horas.
Especialistas afirmam que esse foi um dos mais intensos terremotos registrados na região em décadas, e lembram que a península de Kamchatka faz parte do chamado “Círculo de Fogo do Pacífico”, área com alta atividade sísmica e vulcânica. Há possibilidade de réplicas nos próximos dias.
Governos seguem monitorando o avanço das ondas e os impactos nas comunidades costeiras. O clima é de tensão, mas a rápida resposta dos sistemas de alerta ajudou a evitar uma tragédia maior. As autoridades recomendam que moradores das regiões em risco permaneçam atentos às atualizações oficiais.






