Tesouro libera empréstimo bilionário para os Correios com aval da União

Crédito de até R$ 12 bilhões busca evitar colapso financeiro da estatal e garantir funcionamento dos serviços postais em todo o país

O Tesouro Nacional aprovou a concessão de um empréstimo de até R$ 12 bilhões aos Correios, com garantias da União, em uma tentativa de socorrer a estatal diante da grave crise financeira enfrentada nos últimos anos. A medida tem como objetivo principal assegurar a continuidade dos serviços postais e viabilizar um plano de reestruturação econômica da empresa.

O valor autorizado é inferior aos R$ 20 bilhões inicialmente pleiteados pelos Correios. A redução ocorreu após o Tesouro considerar elevada a taxa de juros da proposta original. Com a renegociação, o empréstimo foi aprovado dentro dos parâmetros fiscais exigidos para operações com aval do governo federal.

💰 Como funcionará o empréstimo

O crédito poderá chegar a R$ 12 bilhões, mas o uso dos recursos em 2025 será limitado a cerca de R$ 5,8 bilhões, compatível com o déficit estimado da estatal para o próximo ano. O restante poderá ser utilizado de forma escalonada, conforme as regras fiscais e a execução do plano de recuperação.

As condições incluem:

Prazo de pagamento de até 15 anos;

Carência de três anos para início da quitação;

Juros em torno de 115% do CDI, abaixo do teto permitido para operações garantidas pela União.

🏦 Bancos envolvidos

A operação contou com a participação de um consórcio de cinco bancos, entre eles Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, além de instituições privadas, que participaram das negociações técnicas para viabilizar o crédito.

📉 Crise financeira dos Correios

Os Correios vêm acumulando prejuízos expressivos, com dificuldades para honrar compromissos e manter investimentos básicos. A estatal enfrenta queda de receitas, aumento de custos e forte concorrência no setor de entregas, especialmente com empresas privadas de logística.

Segundo o governo, a liberação do empréstimo está condicionada à execução de um plano de reestruturação econômico-financeira, que prevê ajustes internos, revisão de despesas e medidas para recuperar a sustentabilidade da empresa.