Parlamentar estava foragido desde quarta-feira (1º) e é acusado de liderar organização criminosa com atuação miliciana na Bahia
O deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha (PRD), foi preso nesta sexta-feira (3) após se entregar ao Ministério Público da Bahia (MP-BA), em Feira de Santana. O parlamentar estava foragido desde quarta-feira (1º), quando foi deflagrada a Operação Estado Anômico, que cumpriu mandados de prisão preventiva contra ele e outros investigados.
Segundo o MP, Binho Galinha foi transferido para Salvador sob forte esquema de segurança, com a participação de cerca de 20 agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). Além do deputado, a operação também resultou na prisão de sua esposa, Mayana Cerqueira da Silva, e de seu filho, João Guilherme Cerqueira da Silva Escolano.
A prisão preventiva do parlamentar foi decretada no dia 19 de agosto pela Vara Criminal de Feira de Santana, atendendo a um pedido da Polícia Federal em conjunto com o MP-BA. De acordo com as investigações, Binho Galinha é acusado de liderar uma organização criminosa de caráter miliciano, com forte atuação na região de Feira de Santana.
Entre os crimes atribuídos ao grupo estão:
lavagem de dinheiro, jogo do bicho, agiotagem, receptação qualificada, comércio ilegal de armas, obstrução da justiça, embaraço a investigações, usurpação de função pública e tráfico de drogas.
O Ministério Público afirma que a organização possuía ramificações em diversas áreas, envolvendo práticas ilícitas que iam desde o controle de atividades econômicas ilegais até a intimidação de adversários e autoridades locais.
Histórico de investigações
Binho Galinha já havia sido denunciado em fevereiro de 2025 pelo MP-BA como líder de organização criminosa. Ele também foi alvo da Operação El Patrón, deflagrada em dezembro de 2023, que investigou lavagem de dinheiro e movimentações financeiras suspeitas. Parte das medidas dessa operação chegou a ser anulada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas o caso seguiu sendo acompanhado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Além disso, a trajetória do parlamentar é marcada por outros episódios polêmicos. Em 2011, antes mesmo de ingressar na política, ele chegou a ser preso sob a acusação de integrar uma quadrilha de roubos de veículos em Feira de Santana, quando era proprietário de uma loja de autopeças.
Repercussão política
A prisão de Binho Galinha gera forte impacto na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), onde o parlamentar vinha atuando pelo Partido da Renovação Democrática (PRD). Até o momento, a Casa ainda não se pronunciou oficialmente sobre as consequências da prisão no exercício do mandato.
Com a operação em andamento, o futuro político do deputado segue incerto. O caso deve continuar repercutindo nos próximos dias, com possíveis desdobramentos judiciais e políticos.





