Criminosos invadiram a Igreja de São Roque na madrugada desta quarta-feira (5), após utilizarem a estrutura montada para os festejos religiosos. Caso ocorre um dia depois da invasão à Igreja Matriz da cidade.
A sequência de invasões a templos religiosos em Nazaré, no Recôncavo baiano, tem provocado indignação entre moradores, fiéis e autoridades locais. Na madrugada desta quarta-feira (5), a histórica Igreja de São Roque foi alvo de criminosos, tornando-se o segundo templo católico arrombado em menos de 48 horas no município.
Segundo as primeiras informações, os invasores aproveitaram a estrutura do palco montado para os festejos de São Roque para acessar o telhado e entrar no imóvel, considerado um dos principais patrimônios históricos e religiosos da cidade.


No interior da igreja, armários foram revirados e duas caixas de ofertas foram arrombadas. Entretanto, ambas estavam vazias. De acordo com o levantamento inicial, apenas um ventilador foi levado pelos criminosos. Imagens sacras, peças litúrgicas e demais objetos de valor histórico permaneceram intactos.
A Polícia Civil foi acionada e deverá conduzir as investigações para identificar os autores do crime. O local deverá passar por perícia, e imagens de câmeras de segurança da região poderão auxiliar na apuração.

Patrimônio histórico
Construída em 1649, a Igreja de São Roque, também conhecida como Capela de Nossa Senhora de Nazaré ou Capela de Camamu, integra o conjunto histórico do município e possui grande importância para a preservação da memória religiosa e cultural da Bahia. Além de receber celebrações religiosas ao longo do ano, o templo é um dos pontos turísticos mais tradicionais de Nazaré.
Segunda invasão em dois dias
O novo arrombamento acontece apenas um dia após a invasão da Igreja Matriz de Nossa Senhora de Nazaré, outro importante patrimônio histórico da cidade. Na ocasião, criminosos também arrombaram caixas de ofertas e causaram danos à estrutura interna do templo.
A repetição dos crimes em um intervalo tão curto acendeu um alerta entre representantes da Igreja Católica e moradores, que cobram o reforço da segurança nos templos religiosos, especialmente durante o período de festejos, quando estruturas temporárias e o aumento da circulação de pessoas podem facilitar ações criminosas.
Até a publicação desta reportagem, nenhum suspeito havia sido preso, e a Polícia Civil segue investigando se há ligação entre os dois arrombamentos registrados nesta semana.
As autoridades reforçam que qualquer informação que possa contribuir para a identificação dos responsáveis pode ser repassada, de forma anônima, aos canais oficiais da polícia.






