Casos de mpox voltam a crescer no Brasil em 2026 e doença já foi registrada em novos estados

Boletim epidemiológico aponta mais de uma centena de infecções neste ano e reforça alerta das autoridades de saúde para vigilância e diagnóstico precoce

O Brasil contabiliza 136 casos de mpox em 2026, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde. Desse total, 129 casos foram confirmados e 7 seguem classificados como prováveis, conforme atualização mais recente da vigilância epidemiológica nacional.

A doença voltou a chamar atenção das autoridades sanitárias após novos registros em cinco estados brasileiros que ainda não tinham confirmado casos neste ano. As notificações ocorreram nos estados do Rio Grande do Norte, Ceará, Goiás, Pará e Sergipe, ampliando o mapa de monitoramento da infecção no país.

Mesmo com a ampliação geográfica dos registros, a maior concentração de casos continua na região Sudeste. O estado de São Paulo lidera o número de infecções, seguido por Rio de Janeiro. Também foram registrados casos em estados como Rondônia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e no Distrito Federal.

Além dos casos confirmados e prováveis, centenas de notificações suspeitas ainda estão sendo investigadas em diferentes regiões do país, o que mantém as equipes de saúde em alerta para possíveis novos registros da doença ao longo das próximas semanas.

A mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos, é uma infecção viral que pode provocar sintomas como febre, dores musculares, aumento dos gânglios linfáticos e o surgimento de lesões ou erupções na pele. A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões, secreções ou objetos contaminados, além do contato próximo e prolongado entre pessoas.

De acordo com o Ministério da Saúde, a maioria dos casos registrados no país apresenta evolução clínica leve ou moderada, com recuperação após acompanhamento médico. Mesmo assim, especialistas reforçam a importância da identificação rápida dos sintomas e da busca por atendimento de saúde para evitar a disseminação da doença.

Desde o início do monitoramento da mpox no Brasil, em 2022, o país já registrou mais de 14 mil casos e pelo menos 19 mortes associadas à doença, números que mantêm a vigilância epidemiológica ativa em todo o território nacional.