Thales Machado, de 40 anos e genro do prefeito, atirou contra os filhos de 12 e 8 anos na noite de quarta-feira; um dos meninos não resistiu e o outro foi encontrado morto após atendimento — autoridades investigam motivação e decretam luto na cidade.
Uma tragédia chocou a cidade de Itumbiara, no sul de Goiás, na noite da quarta-feira (11). O secretário de Governo do município, Thales Naves Alves Machado, de 40 anos, atirou contra seus dois filhos menores e, em seguida, tirou a própria vida, dentro da residência da família, em um condomínio residencial.
Segundo informações da Polícia Militar e da Polícia Civil de Goiás, o episódio ocorreu por volta das últimas horas do dia 11 de fevereiro. As equipes foram acionadas ao local após denúncia anônima e encontraram Thales já sem vida, ao lado das crianças, que haviam sido feridas com disparos de arma de fogo.
O filho mais velho, de 12 anos, identificado como Miguel Araújo Machado, foi socorrido e levado ao Hospital Municipal Modesto de Carvalho (HMMC), mas não resistiu aos ferimentos e faleceu. O filho caçula, de 8 anos, foi encaminhado ao Hospital Estadual de Itumbiara São Marcos, onde passou por cirurgia e chegou a ser internado, mas também acabou morrendo em decorrência dos ferimentos.
As causas exatas que levaram ao crime ainda estão sendo apuradas pelas autoridades. A Polícia Civil instaurou um inquérito, tratando o caso como homicídio consumado e tentado, seguido de autoextermínio. Até o momento, não há indícios de participação de terceiros.
Horas antes do episódio, Thales publicou em suas redes sociais um vídeo com imagens dos dois filhos e uma mensagem de carinho — “Que Deus abençoe sempre meus filhos. Papai ama muito” — que gerou perplexidade entre moradores e usuários da internet após a divulgação da tragédia. A postagem foi posteriormente excluída.
Fontes não confirmadas indicam que o secretário pode ter deixado uma carta em que mencionava conflitos pessoais relacionados ao fim de seu relacionamento com a mãe das crianças, sugerindo motivação emocional para o ato. No entanto, a investigação oficial ainda busca esclarecer esses detalhes.
A Polícia Civil, por meio do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Itumbiara, segue com as diligências — incluindo perícia técnico-científica, coleta de depoimentos e análise de provas — para reconstruir os fatos que antecederam e resultaram no crime. O sigilo do inquérito está sendo mantido para preservar a apuração e respeitar a dor dos envolvidos.
Enquanto isso, familiares, amigos e moradores enfrentam o impacto de uma das mais dolorosas notícias recentes da pequena cidade goiana, que agora tenta entender como um episódio de amor expresso nas redes sociais terminou em uma sequência de violência e perda irreparável.





