Evento promovido pela Prefeitura reuniu lideranças religiosas, educadores e autoridades no Dia Mundial da Religião e no Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa
Valença viveu, no dia 21 de janeiro, um momento marcante de diálogo, escuta e construção coletiva. Em alusão ao Dia Mundial da Religião e ao Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, a Prefeitura Municipal promoveu um encontro inter-religioso no auditório da Secretaria Municipal de Educação, reunindo representantes de diferentes tradições de fé, especialistas e integrantes do poder público.
A iniciativa teve como foco central o fortalecimento dos direitos humanos, a promoção da convivência pacífica e o enfrentamento às violências motivadas pela intolerância religiosa, reafirmando o compromisso do município com uma sociedade mais justa, plural e democrática.
De acordo com o coordenador municipal dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e organizador do evento, Marcelo Borges, o encontro simboliza um avanço no debate público sobre diversidade e respeito.

“Trouxemos palestrantes renomados do nosso município para discutir um tema urgente. Combater a intolerância religiosa passa pelo diálogo, pela escuta ativa e pelo reconhecimento das diferenças que nos constituem enquanto sociedade”, destacou.
A mesa de diálogo foi composta por representantes de diversas expressões religiosas e áreas do conhecimento, que compartilharam experiências, reflexões e propostas para fortalecer a cultura da paz.

O presidente do Centro Espírita Allan Kardec, Dr. Carlos Guimarães, ressaltou o caráter educativo do encontro.
“Foi um espaço rico de troca e aprendizado. Precisamos desconstruir a cultura da intolerância e compreender que a diversidade é parte essencial do nosso desenvolvimento humano”, afirmou.
Representando as religiões de matriz africana, Mãe Celidalva, líder do Terreiro Ilê Axé Ori Torokê, destacou o simbolismo do momento.
“Foi um dia histórico. Que encontros como esse ajudem a romper preconceitos e a fortalecer o bem, sem distinções”, pontuou.
Já o Pastor Júlio César, da Igreja Batista Família, enfatizou os valores comuns que unem diferentes crenças.
“O bem está presente em todos nós. Me senti honrado em participar deste momento tão especial e significativo para Valença”, declarou.
O professor, turismólogo e historiador Joselito Cardim trouxe uma reflexão sobre identidade e união social.
“Valença está em festa, e nossos corações também. Precisamos cultivar diariamente a cultura do encontro, do respeito e da convivência”, reforçou.
Na perspectiva acadêmica, o historiador e professor da UNEB, Éverton Nery, ampliou o debate para o campo social.
“Refletir sobre intolerância religiosa é pensar em uma sociedade mais igualitária. Se acreditamos em um mundo sem exclusões, precisamos começar a construir isso aqui, agora”, afirmou.

O evento também contou com a presença da secretária de Políticas para as Mulheres e Reparação Social, Flordolinda Andrade, que destacou a relação entre intolerância, desigualdades sociais e a importância de políticas públicas integradas para o enfrentamento das violências simbólicas e estruturais.
Para o Padre Edgard Silva, a iniciativa representa um avanço necessário no contexto atual.
“A sociedade precisa de espaços como este. Em pleno século XXI, não podemos mais aceitar conflitos motivados por diferenças religiosas”, ressaltou.
A representante do Departamento de Direitos Humanos de Valença, Luciene Silva, chamou atenção para os impactos diretos da intolerância na vida das pessoas.
“Estamos falando de um tema que afeta realidades concretas. Religiosos ou não, todos merecem respeito. Promover liberdade religiosa é também promover dignidade e direitos”, afirmou.
Encerrando as falas, o Pastor Moisés Luciano, da Igreja Conectar, agradeceu a iniciativa.
“Eventos como este fortalecem o diálogo e aproximam as pessoas. Valença dá um exemplo importante ao abrir espaço para a união e o respeito”, concluiu.
A ação reforça o compromisso da gestão municipal em estimular o diálogo inter-religioso, combater preconceitos e construir uma cidade mais inclusiva e humana.





