CBF cobra Conmebol por ações mais enérgicas contra o racismo

A CBF considerou a punição aplicada ao clube paraguaio insuficiente e ineficaz, classificando-a como “inócua” e afirmando que desconsidera a reincidência de comportamentos discriminatórios por parte do Cerro Porteño

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) enviou um ofício à Conmebol na última quinta-feira, 20, cobrando ações mais enérgicas no combate ao racismo nas competições sul-americanas, como a Copa Libertadores e a Copa Sul-Americana. O documento, assinado pelo presidente Ednaldo Rodrigues, critica a postura da entidade sul-americana em relação à punição do Cerro Porteño, clube paraguaio envolvido em um episódio de racismo contra os jogadores Luighi e Figueiredo, do Palmeiras, durante a Libertadores Sub-20.
A CBF classificou a punição aplicada ao clube paraguaio como “inócua” e “insuficiente”, afirmando que a Conmebol desconsiderou a reincidência de comportamentos discriminatórios por parte do Cerro Porteño. A federação brasileira também reforçou seu pioneirismo no combate ao racismo, lembrando que foi a primeira a adotar medidas severas, como a perda de pontos e punições esportivas, em casos de discriminação racial.
Além disso, a CBF, que já havia proposto anteriormente mudanças no Estatuto e no Código Disciplinar da Conmebol em busca de sanções mais rígidas, reiterou seu apelo para que as regras da entidade sul-americana sejam reformuladas. A confederação brasileira solicita que a Conmebol adote o Protocolo Antirracismo da FIFA, para garantir que os casos de racismo sejam tratados com mais seriedade e com punições mais severas.

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